terça-feira, 20 de maio de 2014

Calata

Não vou citar nomes, mas tem gente que tá grávida de 8 meses e não sabe como chamar a criança. Só que eu precisei batizar este blog pra ele existir. E fradique me lembra conto: coutinho, continho. Nem sei se vou escrever contos e já comecei zerando por fuga de gênero. Além disso, a piada é manjada, mas assim que é bom, né?! Por isso digo e repito que abaixo do nível da ruindade tudo volta a ser uma maravilha. Deve ser o lema da minha vida. É um desses bordões que fazem de mim uma personagem, algo que eu só me dou conta quando mudo de língua e me sinto despida de personalidade. Calata, como diriam os peruanos. Palavra que mais me lembra calada do que pelada. E quando eu viajo sinto falta justamente dos meus trocadilhos e das minhas roupas (ou da falta delas). Sem os bordões e, principalmente, sem o parâmetro tácito da tosqueira, a gente perde a imunidade e depende de dar todo tipo de explicação daquilo que achávamos que era óbvio. E que grande exercício de pensamento é explicar o óbvio! As pessoas que mais admiro são essas que transitam e comunicam vários mundos, sabem transmitir o óbvio de cada um deles pra quem tá por fora do sentido. Mas eu não sou boa nisso, dependo desse óbvio nosso de cada dia nos dai hoje e quero deixar meu portuguezinho assado de tanto esculacho. É bom saber que há quem saque com meu saco e é isso que quero mesmo. E quem achar um saco que não leia e vá ver se eu tô na esquina da Fradique Coutinho comendo empanada, porque, muito provavelmente, não tenho dinheiro e não tô lá. 

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